“Volto já”

Ao longo da nossa vida quotidiana encontramos imensos avisos na porta: “Obrigatório usar camisa!”, “Não se vende fiado!”, “Volto já!”.

São geralmente, mensagens curtas, dirigidas ao cliente, para evitar discussões futuras.

Este aviso do pároco é bem diferente. É um sinal dos tempos! É uma mensagem dura, dolorosa, quase apocalíptica!

Daqui a 100 anos, arrisco a dizer, esta será uma das vinte imagens que constarão dos livros de História quando se falar do Covid19, na Ilha do Porto Santo. O confinamento provocado pela ameaça de contágio, não poupa ninguém. Nem aqueles que tradicionalmente procuram conforto na partilha de uma Fé comum.

Importa manter a calma. Importa cumprir as regras de distanciamento e de higiene das mãos. Importa acreditar.

O resto, se Deus quiser, há-de passar , tão rápido como chegou.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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