Vandalismo no Portosantense – o fim de uma Era

Portas arrombadas, armários remexidos, património destruído no Portosantense

As instalações do Complexo Desportivo – Campo 1, do Clube Desportivo Portosantense foram (estão a ser) alvo de vandalismo.

Portas rebentadas, paredes grafitadas, equipamentos desportivos espalhados pelo chão, dossiers com documentos dos atletas abandonados,… Destruição e lixo, muito lixo, marca a paisagem por estes dias daquele que já foi o palco principal do futebol porto-santense. O estádio José Lino Pestana é hoje uma sombra das glórias passadas e um perigo face aos atos de vandalismo e estado de abandono das instalações.

Os amigos do alheio têm porta aberta para a malfeitoria

Prestes a assinalar 72 anos de existência (o Clube Desportivo Portosantense foi fundado a 08 de dezembro de 1948), o histórico clube da Ilha Dourada atravessa a sua fase mais negra da sua existência. Com as dificuldades comuns a todos os clubes que militam nos escalões inferiores, o C.D. Portosantense viu os problemas agravarem-se com a morte do histórico dirigente José Lina Pestana.

Outrora palco de glória e sacrifício…

As direções posteriores nunca foram capazes de ultrapassar as dificuldades e a crise instalou-se. A procura de investidores estrangeiros, primeiro da Nigéria e depois sul americano ao invés de ajudar, tornou ainda mais complexa a sua existência. Neste altura, uma comissão administrativa procura sustentar uma coletividade mergulhada em dívidas, sem competição e com infraestruturas (sede e complexo desportivo) a carecer de intervenções urgentes e,seguramente, dispendiosas.

“Há uma promessa, não oficial, para, no próximo ano, ser feita uma intervenção naquele espaço”, revelou ao jornal digital A Ilha, Vítor Menezes, o presidente da Comissão administrativa atualmente à frente dos destinos da instituição. ” O Clube deixou de ter atividade desportiva na época de 2019-2020″, acrescentou Vítor Menezes e, “agora, fruto da situação pandémica, tudo é muito incerto”, concluiu.

Fica, entretanto, o alerta para as entidades responsáveis agirem e garantirem a segurança do espaço, evitando o vandalismo e os perigos para a saúde pública, antes que aconteça alguma tragédia.

Vestígios da passagem dos vândalos

Para a história ficam as palavras do saudoso José Lino Pestana, por ocasião da cobertura de um jogo entre o Portosantense e o Câmara de Lobos, há cerca de uma década: “Sr. Jornalista, diga a VERDADE! Se não, não põe mais aqui os pés!”

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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