Último dia de caça

Boris era o mais feliz do grupo, corria, saltava, ladrava. Pequenino, mas cheio de energia, o Pincher Anão não se deixou intimidar pela matilha.

Desde cedo, o grupo de cinco homens, armados de longas varas, acompanhados de mais de vinte cães batia os terrenos junto à Praia da Lagoa (Matadouro), num jogo de paciência, trabalho de equipa e muita concentração.

Tão antiga como o Homem, última batida do ano

Apesar do esforço de homens e animais, o dia valia mais pelo treino do fiel amigo do homem do que pelo resultado da caça.

Ao final da manhã, impunha-se uma pausa para retemperar forças. Depois de bem cuidados os animais, é a oportunidade para recordar as peripécias do dia e de um mês intenso de caça. Por entre brincadeiras e gargalhadas, o espírito da caça e o companheirismo instala-se entre os homens, enquanto o Fiel, o Semilha ou o Boby descansam.

Primeiro cuida-se dos animais

Cada um com o seu nome e a sua personalidade, desde o garboso exemplar de podengo porto-santense, ao inquieto podengo português, ou o afável Beaggle, todos se preparam para nova nova batida. Não sem antes contactarem primeiro os outros grupos de caçadores e depois as autoridades para resgatar um animal perdido.

Para o ano há mais

O último dia de caça foi assim, um exercício de companheirismo, entre homens e animais, numa atividade tão antiga como o próprio Homem, cumprindo as regras, respeitando a Natureza. Ainda não tinha terminado e, por entre saudades, já se pensava no próximo ano.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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Dom Nov 28 , 2021