Porto Santo XXI – O isolamento/ignorância de um povo – (Parte II – Final)

“Não podemos ficar reféns das decisões de outros ou até na nossa zona de conforto”

(Artigo de opinião de Tiago Camacho)

Indo ao encontro da minha penúltima crónica, em que deixei no ar, para reflexão, o balanço dos investimentos feitos na Ilha ao longo dos anos, estarão bem cientes da sua má ou não gestão.

Como referi, nós somos aquilo que queremos; por isso, a nossa parte de culpa existe e somos cúmplices direta/indiretamente daquilo que acontece na nossa ilha. Por vezes, a nossa ignorância é nossa inimiga, sem nos apercebermos ou até mesmo apenas por desinteresse. A proatividade é necessária em todos os momentos da nossa vida; por isso, se nós tomamos decisões diariamente no nosso seio familiar, temos também de fazer o mesmo perante o dia-a-dia da nossa sociedade.

Não podemos ficar reféns das decisões de outros ou até na nossa zona de conforto, enquanto os decisores agem como se fossem donos e senhores da verdade.

“Todos somos diferentes, temos ideais e objetivos diferentes…”

Supostamente, vivemos em democracia (dizem), mas cada vez mais vejo que o “modus operandi” continua o mesmo, eu mando e tu fazes. Não pode ser assim. A nossa felicidade e bem-estar é diferente de pessoa para pessoa e intransmissível; por isso, só cada um sabe o que é melhor para si, do que necessita para sentir-se seguro e o que ambiciona para o seu futuro, bem como da família e da sociedade.

Todos somos diferentes, temos ideais e objetivos diferentes, mas, no final, pertencemos não só a uma sociedade, como também a um mesmo mundo global.

Todos somos importantes, desde os humanos até à natureza; por isso, é hora de começarmos a acordar e perceber o que se passa à nossa volta.

A mudança parte de cada um de nós e o mundo do futuro será aquele que nós escolhermos, ou então por inércia/desleixo da nossa parte, aquele que nos quiserem impingir.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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