Porto Santo XXI – Da Pandemia de Incerteza à Futurologia

“Posto isto tenho uma opinião formada: vivemos uma pandemia de incerteza.”

Este ano decidi não falar sobre a pandemia. Já basta ver quase toda a informação e desinformação diária. Mas falarei um pouco, apenas para dar o sentido ao restante.

Todos nós temos visto o que tem acontecido, desde o final do ano transato, e, mesmo passado praticamente um mês desde a implementação das regras de contingência, as infeções parecem não ter fim!

Posto isto tenho uma opinião formada: vivemos uma pandemia de incerteza.

É óbvio que existe ainda muita coisa para explicar sobre este vírus e, apesar de não ser especialista em nada, tendo a tirar as minhas conclusões com base dos factos existentes. Pelo que parece, ninguém sabe de nada e navegamos em piloto automático, tentando adotar as medidas adequadas para qualquer situação complicada que possa surgir (isolamentos, recolher obrigatório, máscaras, etc.). Graças a isso, começam a surgir cancelamentos de festividades, planos de contingência/confinamento durante os próximos meses e uma falta clara de coordenação na gestão pandêmica.

Pergunto-me serão videntes? No fundo, é apenas isso que tenho visto, Futurologia. Sejam entidades públicas ou autoridades de saúde, vejo mais “se” do que outra coisa.

A procura e filtragem da informação é um dever de cada um, bem como algo muito importante para o equilíbrio emocional pessoal e coletivo.

Posto isto, peço a todos que não ponham a carroça à frente dos bois. Acompanhem a situação diariamente e daí tirem as conclusões necessárias. Não comecem a cancelar os eventos a torto e a direito, faltando meses ainda para os mesmos ocorrerem. Façam sim planos para que estes ocorram, de forma a salvaguardar a saúde das pessoas, mas também a saúde da economia.

Feliz ou infelizmente, precisamos de dinheiro para poder viver neste mundo. Existem muitas pessoas com dificuldades financeiras, bem como empresas a passar por momentos deveras aterrorizantes, por isso nós não podemos sobreviver ao vírus para depois morrer à fome ou ao frio. Tem de haver um equilíbrio entre as medidas adotadas. Não se pode falar em fechar e parar tudo, esperado que daqui um mês ficará tudo bem. Não vai ficar. Temos de viver sabendo que ele irá perdurar durante muito mais tempo, por isso há que planear o futuro contando com isso.

Esta é a primeira e a última vez que falarei sobre este assunto. E lanço um alerta, para que todos comecem a dar atenção ao restante. A procura e filtragem da informação é um dever de cada um, bem como algo muito importante para o equilíbrio emocional pessoal e coletivo. Precisamos de certezas e não de mais incógnitas.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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