Porto Santo XXI – A importância do pensar e fazer

“A nossa terra precisa de uma abertura de mentalidades.” (Crónica de Tiago Camacho)

Após a minha crónica sobre a Ilha vista de fora, achei por bem desenvolver um pouco essa ideia com aquilo que, a meu ver, é necessário para o Porto Santo.

A nossa terra precisa daquilo que referi no meu último texto – uma abertura de mentalidades.

O pensamento de terra pequena tem e deve ser mesmo deixado de parte e o começo da construção de uma nova ideia de ação é imperativo. Temos de tomar rédeas do nosso futuro e não esperar que os outros resolvam os nossos problemas.

Foi isso que me fez sair do Porto Santo em abril de 2019. Procurei encontrar um ponto de equilíbrio na minha vida pessoal e profissional, aventurei-me em busca de outra estabilidade financeira e emocional, pois, para que possa estar bem comigo mesmo e os outros, preciso estar em completo equilíbrio. E este tempo fora fez-me refletir ainda mais sobre o que falta na Ilha e que é fácil encontrar na Ilha ao lado. Apesar de um ano atípico e outro que se avizinha confuso, a necessidade de desenvolvimento pessoal por parte dos porto-santenses é evidentemente um objetivo pessoal e coletivo.

“Exigir tudo aquilo que os porto-santenses precisam para ter qualidade de vida e que o Porto Santo seja tratado com o cuidado sobre a particularidade que é ser uma Ilha.”

O Porto Santo tem que ter eventos culturais constantes, um incentivo forte na prática desportiva e uma oferta de serviços maior à população.

Existe a necessidade de cativar investimento, não só interno como externo, para resolver as lacunas existentes na obtenção de serviços e bens. A ideia de uma ilha sazonal que só funciona no verão, tem de ser abandonada de uma vez por todas, havendo a necessidade de criar incentivos culturais, e não só, para que possamos ter um turismo consistente durante o ano. Devido à pandemia que ocorre em todo o mundo, com o prémio recebido e com a visibilidade obtida por ser uma Ilha free-Covid19, abre-se uma janela de oportunidade para realizar projetos de raiz, com o intuito de promover a nossa Ilha nos mercados externos.

Existe também uma oportunidade única de fomentar um mercado ainda não desenvolvido na Ilha – o mercado da saúde. O Porto Santo pode desenvolver diversas práticas medicinais, de forma a atrair visitantes que, com os tratamentos, com a segurança e calma a que se assiste na Ilha, podem recuperar mais facilmente de doenças (canábis, areias, plantas medicinais, etc.). Estas são ideias, entre tantas outras que existem e que outras pessoas também possam ter, que devem ser implementadas na Ilha. Devem ser asseguradas as condições/abertas oportunidades para que tal aconteça, por parte de entidades públicas responsáveis e com visão de futuro para a Ilha.

Urge a necessidade de uma Câmara Municipal e uma Junta de Freguesia com pulso forte e disposta a fazer de tudo e a exigir tudo aquilo que os porto-santenses precisam para ter qualidade de vida e que o Porto Santo seja tratado com o cuidado sobre a particularidade que é ser uma Ilha e não apenas mais um concelho da Madeira.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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