Os “tudologistas” do Porto Santo

“…eles partem para o próximo problema atacando tudo e todos.”

(Crónica de Pedro Ortelá)


Nos últimos anos e muito por culpa das redes sociais, o número de “tudólogos” tem aumentado exponencialmente. São pessoas com formação em tudo. Desde a ciência ao ambiente, passando pelas finanças e justiça, sem nunca esquecer a vertente vidas, onde opinam com as maiores certezas sobre a vida pessoal de um e de outro. Mas infelizmente estes doutorados em tudo pecam pela clareza na sua memória. Tendencialmente comentam aquilo que está mal no nosso meio, mesmo em fase de concretização.

Depois de concluído e verificarmos que realmente é algo útil, eles partem para o próximo problema atacando tudo e todos. Não importa se a opinião chega a atingir níveis de ofensas graves.

Vejamos o mais recente exemplo da denominada estrada das areias. Quem realmente necessita daquela infraestrutura viu com bons olhos o seu começo. No entanto, começou logo o ataque. Ora deveria ter passeio pedestre, depois poderia ser um pouco mais largo, não vá acontecer dois automóveis cruzarem-se, mas até dá para dois camiões, eu próprio já observei. Com a escola foi uma situação idêntica e com a rotunda no centro da vila pior foi. Até deram a alcunha de rotunda do Iraque, como se fosse possível comprar uma rotunda às peças e montar tudo numa noite. Os “tudologistas” deixaram de dar a sua valiosa opinião sobre o assunto, porque estava concluído e até está a ser útil.

Agora que o Hospital Central da Madeira vai avançar este mês muito
provavelmente a opinião irá para a demora com que o novo “mini hospital” no Porto Santo está a levar. Até já ouvi que não era necessário, mas 5 minutos depois querem turismo de qualidade. Vamos lá entender estes “tudólogos”.

Soluções? Quem está a governar que faça. Não é assim?

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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