Os mercadores da ilusão

“Eles sabem que há soluções, mas tardam em aplicá-las.”

(Artigo de opinião de José Silveira)

Caros porto-santenses, permitam-me que me dirija a vós com a convicção de querer criar um futuro sustentável, para a nossa ilha e seus habitantes. Não sou natural do Porto Santo, mas fiz daqui a minha casa, a minha terra, partilhando o mesmo destino que vós. Não vos quero prometer milagres, ou loucuras, apenas quero mudar a forma como se fazem as coisas, com muito trabalho e dedicação. Isto deve ser alcançado, com honestidade, sinceridade, olhos nos olhos e de coração aberto. Não quero ser como os demais, que vos prometem mundos e fundos, que vos olham na cara e no coração e na alma sentem o contrário. São os que vos vendem ilusões e expectativas, mas apenas vos dão a desilusão e o engano, os mercadores da ilusão. Quero ser diferente.

São os que vos vendem ilusões e expectativas, mas apenas vos dão a desilusão e o engano, os mercadores da ilusão.

Os políticos que geriram o Porto Santo têm estado mais preocupados com as aparências, do que servir o povo da nossa ilha. Não tem estado interessados na resolução dos problemas que são perfeitamente conhecidos, mas antes procuram adiar a sua resolução, ou fazer de conta que os resolvem. Eles sabem que há soluções, mas tardam em aplicá-las.

O povo tem sentido na pele os vários problemas, desde da dupla insularidade, dificuldades nas acessibilidades e transportes, infraestruturas inacabadas, com falta de manutenção, ou em estado de abandono e ruína, problemas de emprego e sazonalidade da economia. Os políticos tem constantemente empurrado a resolução destes problemas.

A nossa candidatura propõem-se alterar este estado, a que a Ilha e o seu povo tem sido votados, alterando a forma de se fazer as coisas. Os problemas serão encarados de frente e objetivamente, resolvendo as questões competência da câmara, uma ação reivindicativa ativa para os restantes, que sejam competência do governo regional ou central.

Estes objetivos têm que ser definidos estrategicamente, consolidados com táticas diversas, conforme os casos. É preciso persistência para atingir, os fins a que nos comprometemos. Não serão definidos objetivos, que não possam ser atingidos, porque não somos milagreiros, mas prometemos trabalho árduo, na defesa árdua do Porto Santo e do seu povo.

O povo, na hora da escolha, tem que ter consciente, que é preciso afastar estes mercadores da ilusão, que nos conduziram à situação atual. Estes vendilhões do templo, que vão e vem, e outros que aparecem tem-nos conduzido à deceção e ao engano, com promessas feitas de forma falaciosa, que sabem de antemão que não podem ser cumpridas, são os que se apresentam pelos partidos do costume. Há ainda outros, ditos independentes, que comeram da gamela, mas quando acabou a ração, viraram o testo.

Não lhes bastou andarem a enganar o povo, ainda querem continuar a fazer o mesmo.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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