Escritora Lívia Borges inspira-se no Porto Santo

O Resto é Paisagem – antologia de contos com toque porto-santense

Chama-se “O Espírito do Vento” e é um conto inspirado no Porto Santo. Com os moinhos e os piratas, o mar e a taberna como pano de fundo, a narrativa é uma viagem à cultura e às memórias da Ilha. E também uma história de segredos e de amizade. Numa escrita atenta ao pormenor e uma linguagem familiar mas precisa, a narradora capta o espírito da Ilha, num misto de enigma e fantasia, de um Porto Santo de antigamente.

“O vento da ilha era volúvel e imprevisível, tão
indomável como aquele pedaço de rocha que se erguia no meio do
Oceano Atlântico, com águas sempre mansas, um abrigo de
tormentas e de outras aflições – e por assim ser, os primeiros
marinheiros que ali se tinham aventurado no século XV deram-lhe o nome de Porto Santo.” in
O espírito do Vento

Da autoria de Lívia Borges, o conto integra uma antologia dedicada ao tema fantasia rural, publicada pela Editorial Divergência.

O espírito do Porto Santo

“A ilha é um lugar de confluência, de tranquilidade, de tempestade e de vida.” Lívia Borges

Residente no Porto Santo há vários anos, Lívia Borges concedeu ao jornal digital A Ilha uma pequena entrevista a propósito da sua obra, da Escrita e da Ilha.

JD A Ilha – Quem é Lívia Borges?

Lívia Borges – Escreve por paixão e maravilha. Publicou romances históricos, contos em diversas antologias, escreve ficção para os fãs em plataformas da especialidade sob pseudónimo. Prepara-se para lançar o seu primeiro livro de ficção científica.

JD A Ilha – Qual a influência da ilha na obra?

Lívia Borges – A ilha é um lugar de confluência, de tranquilidade, de tempestade e de vida. É matéria-prima que pede para ser escrita. É um lugar inspirador e que me inspira. Existe na reflexão e na humanidade (gosto de escrever sobre pessoas) que impregna as minhas obras mais recentes.

JD A Ilha – Que projetos de escrita para o futuro?

Lívia Borges – Este ano irei publicar um livro de ficção científica, o meu primeiro no género e estou a preparar novo romance histórico. Continuarei a publicar, nas plataformas online, histórias para divertimento pessoal e dos fãs.

JD A Ilha – Gratos pela partilha. Esperemos que a Ilha do Porto Santo continue a ser fonte de inspiração, como referiu. E nós aqui estaremos para dar notícia de futuras publicações.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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