Nascer nos céus da Madeira

Lourenço Melim já na maternidade

A 20 de janeiro de 1995, o Diário de Notícias da Madeira dava conta de um facto inusitado: o nascimento de uma criança a bordo do Aviocar.

Maria Isilda Melim, de 36 anos a terminar a gravidez, residente no Porto Santo, estava a ser transferida, de emergência, para o Hospital Central do Funchal. Ao sobrevoar a Ponta de São Lourenço, o bebé não quis esperar e nasceu logo ali. Ganhou um nome especial e dois padrinhos extra.

A vida dá muitas voltas

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Lourenço Melim reside agora noutra Ilha

O jornal digital A Ilha foi à procura de Lourenço Melim e encontrou-o em Londres. “Quanto ao meu nascimento não há muito a acrescentar”, contou Lourenço Melim ao jornal digital A Ilha, “desde que tive idade para perceber as coisas, foi quando a minha mãe me contou esta história – a minha história. Contou-me também que tive dois padrinhos e duas madrinhas, dos quais só conheço a minha madrinha Vanda Vasconcelos Melim e o meu padrinho João Drumond. O meu outro padrinho e madrinha, segundo sei, era o capitão e a parteira ou hospedeira, se não estou em erro, mas não tenho lembranças nenhumas. Nunca entraram em contacto comigo.”

Lourenço Melim teve uma infância feliz

Quanto à sua infância, Lourenço Melim guarda algumas boas memórias. “Da minha infância só me recordo de coisas boas. Fui uma criança e um adolescente feliz, mas, como tudo na vida, coisas acontecem. Infelizmente, acabei por perder o meu padrinho muito cedo e o meu pai, quando tinha 10 anos. “

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Momento de felicidade dos pais no batizado da irmã mais nova

“Quando tinha 17 anos mudei-me para Fátima e, infelizmente, a minha mãe acabou por falecer meses depois de me ter mudado. Devo tudo aos meus pais, e se hoje sou o homem que sou devo tudo aos meus pais. De momento, estou a viver em Londres há quase dois anos, onde tenho uma vida estável. Faço limpezas em um ginásio.”, concluiu Lourenço Melim, o primeiro jovem nascido nos céus da Madeira.

O jornal digital A Ilha deseja-lhe muitos parabéns!

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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