Nariz-de-cera

O que é um nariz-de-cera?

Assim, com duplo hífen, desafiando as regras do famigerado Acordo Ortográfico, a expressão chamou de imediato a atenção.

Ao contrário do seu próprio sentido, como vim a descobrir, já que “nariz-de-cera” aponta para a redundância, para a escrita elaborada que afasta os leitores.

“Nariz-de-cera” aponta, então, para o parágrafo inicial de uma notícia que, nos tempos de antanho, retardava a introdução do assunto; longe do atual exercício da pirâmide invertida, onde o assunto é de imediato revelado.

O jornalismo é, aliás, à semelhança de outras áreas profissionais, rico em termos singulares: já aludimos ao “lead”, mas também existe a “caixa”, ou “barriga”, a “gaveta” – para onde são enviados os textos incómodos ou a “silly season” – onde encaixa este texto, redigido longe da Ilha.

Uma nota final para a fonte do “nariz-de-cera”. No início da crónica de António Barreto “Grande angular”, no jornal Público. Imperdível!

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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