Moinhos de vento – um ícone da Ilha

Um ícone da Ilha. Crédito: Lifecooler

São únicos, resistiram ao tempo, marcam a paisagem há séculos. São os típicos moinhos de vento do Porto Santo.

“Dão vida, movimento e encanto à Ilha. Desde sempre os contemplaram gerações de cinco séculos, integrando-os em si a vida do Porto Santo. Valorizam-nos caraterísticas da sua estrutura peculiar com peças de original património folclórico e turístico” pode ler-se nas Ilhas de Zarco, de Eduardo C.N. Pereira.

Com uma agricultura dominada pelo cultivo de cereais e vento em abundância, o aparecimento dos moinhos é quase uma consequência natural. De acordo com a obra Inventário do Património Imóvel da Ilha do Porto Santo, de Fátima Menezes, “data de 1791 a notícia de uma primeira construção de um moinho de vento” na Ilha.

O interior de um moinho. Crédito: Dissertação de Mestrado de Carolina Melim

Os exemplares existentes dividem-se em duas categorias. Uns têm um corpo em pedra, um texto rotativo, a cobertura de zinco e um cata-vento. Outros têm o corpo em madeira, instalados sobre um pedestal, com quatro rodas na base, o que permite a deslocação integral, de acordo com o sentido do vento.

Em maio de 2020, a Câmara Municipal anunciou um projeto de mais de 300 mil euros para recuperação de património onde se encontram os últimos exemplares de moinhos existentes na Ilha.

Os moinhos são património nacional

Lista de moinhos existentes na década de 50 do século passado. Crédito: Dissertação de Mestrado de Carolina Melim

De acordo com a Rede Nacional de Moinhos, “os nossos moinhos são importantes ativos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendo as importantes funções educativa, de lazer e de interação e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.”

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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