Memórias do Natal em exposição

Figuras tradicionais da Lapinha porto-santense em destaque

O Anjo da Anunciação, lavadeiras, pastores, bailarinos e senhoras em passeio são algumas das imagens que preenchem a exposição «”Pastores” do Porto Santo».

Aberta ao público a partir desta segunda feira, a mostra apresenta através de duas dezenas de quadros as figuras tradicionais da lapinha porto-santense e as memórias dos alunos da Universidade Sénior do Porto Santo.

“… o que me lembra o Natal é quando íamos à Missa do Galo a pé, da Serra à Vila, e quando chegávamos a casa íamos para o lar, onde tínhamos colocado uma meia ou o sapatinho para recebermos as prendas. Recebíamos cuecas, meias, camisolas e saquinhos com rebuçados ou chocolates. O tio Teodorico oferecia brinquedos, panelas de brincar e bonecas…” recorda Graça Olival.

Oportunidade também para celebrar e recordar o trabalho de artesãos como Engrácia Soares, ou José do Espírito Santo, que produziam as figuras da lapinha. Produzidas com barro recolhido no Serrado da Eira/Portela, este recurso natural era posto de molho e, depois de moldado, seco ao sol. As tintas de esmaltes, frequentemente reaproveitadas de outros usos, davam depois as cores vivas às peças do presépio.

Uma arte em extinção

A Lapinha tradicional com as socas, as frutas, as casinhas e as típicas flores de papel,…

“O único artesão vivo conta agora com 90 anos” partilha a nossa prestável guia, “é uma arte que corre o risco de extinção”.

Na lapinha que complementa a exposição, algumas figuras do tradicional presépio porto-santense demonstram a riqueza e a singularidade desta demonstração de fé dos ilhéus. As cenas do quotidiano, com a matança do porco e da galinha para a preparação dos pratos típicos, são algumas das representações a marcar presença.

Uma arte em extinção a merecer um cuidado mais profundo por parte das autoridades, para além das recolhas de memórias e preservação das poucas figuras que restam.

A exposição estará patente até ao dia 15 de janeiro.

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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