ALCATRAZ em tempos de pandemia! Uma ilha sem casos, é como uma prisão sem presos!

“O que me traz aqui hoje, não é nada mais, nada menos que a realidade em que vivemos na ilha do Porto Santo.”

(Artigo de opinião de João Melim)

Vivemos hoje tempos dificeis, e deveras preocupantes para o nosso futuro próximo.

Falamos de preocupações a nível social, a nível psicológico, a nível cultural e, falando como um todo, a nível económico e financeiro. Hoje vivemos um sentimento de que se o próximo pode, eu também deveria poder, e isso não é sinónimo de preocupação um pelo outro, mas sim sinónimo de egoísmo. E se muitos diziam que a pandemia iria trazer, ou fazer pensar num mundo melhor, numa maior preocupação pelo próximo, numa maior união, no acreditar de um planeta mais sustentável… hoje a realidade parece mais distante, mais fria e mais desigual. Esta crise que vivemos veio, sem dúvida nenhuma, aumentar as desigualdades económicas e sociais.

O que me traz aqui hoje, não é nada mais, nada menos que a realidade em que vivemos na ilha do Porto Santo.

Uma realidade diferente, uma população reduzida, uma porção de terra a meio do oceano, a mais pequena ilha habitada de um arquipélago, mas, não obstante, um local onde vivem portugueses que fruto da dificuldade e da simplicidade, da sorte e do azar, estão mais uma vez sem casos ativos de Covid-19. E qual é a resposta que se dá a esta situação? A mesma dada à restante região!

“É necessário adaptar as medidas e políticas ao meio em que estamos inseridos”

Não se trata de uma mera opinião minha, ou de conversa de amigos, mas sim de um vasto conjunto de entidades e de personalidades a nível mundial que tem vindo a defender que é necessário adaptar as medidas e políticas ao meio em que estamos inseridos. E isto não se esgota na pandemia que estamos a viver, mas sim num todo como arma para crescer e desenvolver-se economicamente.

                Para que consigamos sobreviver economicamente a esta crise, é essencial adaptar as medidas de forma local, e neste caso em concreto, permitir nesta fase de confinamento, um desconfinamento específico e geograficamente isolado, com um alargamento de horário para os estabelecimentos comerciais até mais tarde (por exemplo: 23h ou 24h recolher obrigatório), permitindo que numa ilha sem casos, as pessoas possam usufruir de uma normalidade dentro de uma realidade completamente adversa. Poderia escrever muito mais linhas acerca de medidas que acho fundamentais para o Porto Santo neste momento, mas a seu tempo as mesmas serão descritas nestes meus desabafos.

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência!” – Gandhi

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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