A ressurreição (n) da Ilha

Manifestações de Fé, na Páscoa, na Ilha. Crédito: Manuel Araújo

Pelas ruas do Porto Santo assiste-se, por estes dias, a uma profunda transformação.

As ruas, mais ou menos desertas durante os meses de Inverno, enchem-se de caras desconhecidas, novas cores, outras roupas, mais carros, idiomas diferentes. Mas não são só os turistas que acentuam esta transformação!

Na Páscoa, na Ilha multiplicam-se as manifestações, religiosas e profanas. O coelhinho partilha os espaços com as procissões, o ovo com o crucifixo, numa mistura entre a afirmação pública de Fé e os símbolos pagãos de fertilidade e renascimento.

Enquanto os católicos porto-santenses desfilam, nas suas opas vermelhas, embalados pelo cantochão, o casal de turistas, ingleses, de pele vermelha, brindam com largas canecas de cerveja à pausa no cruzeiro que os trouxe a este porto santo e, ao final do dia, os levará, de novo, para longe.

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No Porto Santo, na Páscoa, tudo renasce.

A Páscoa, no Porto Santo, a par do seu simbolismo religioso representa a própria ressurreição da Ilha, que se reergue depois do longo Inverno, numa primavera de movimento e de cor e de Vida.

Sabbatum sanctum

A Igreja Católica celebra este Sábado a antecipação da passagem da morte para a vida.

Nos primeiros séculos, a Vigília Pascal era, aliás, celebrada como os judeus, ao sábado (nas igrejas do Oriente), no dia 14 do mês de Nisan, ao passo que as do Ocidente celebravam ao domingo.

Foi após o Concílio de Niceia, no ano 325, que a Igreja estabeleceu o dia e o prazo para a celebração da Páscoa. A principal celebração do calendário litúrgico deveria ter lugar entre 22 de março e 25 de abril, no primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera.

O Sábado de Aleluia (ou Sábado Santo) ficou, assim, reservado ao período de transição da tristeza da Sexta Feira Santa e a crença na Ressurreição.

Porto Santo, 16.04.2022

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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