A propósito do dia seguinte

Tal como prometido, após este período de ausência deliberada, retomamos o jornal digital A Ilha. E, a propósito deste dia seguinte, deixo um texto de um poeta contemporâneo, para reflexão.

A HIPÓTESE DO CINZENTO

Num país a preto e branco

recomendaram-me o cinzento. Um recurso

extraordinário. Com a hipótese do cinzento poderia

ensaiar

soluções inusitadas –

experimentar o morno (que não é frio nem

quente)

explorar o lusco-fusco (que

não é noite nem dia) praticar a omissão

(que não é mentira

nem verdade). Preto e branco misturados permitiam

finalmente

viver em conformidade

desocupar os extremos (tão alheios à virtude)

liquefazer-me na turba

no centro na

média

dourada. Com a paleta dos cinzentos poderia

aprimorar a arte da sobrevivência que

(como os mansos bem sabem) é

não estar vivo

nem morto.”

in Nómada, de João Luís Barreto Guimarães

Carlos Silva

Depois de uma viagem tranquila, mergulhado num mar de dúvidas, aportei a 2 de setembro de 1999, à Ilha do Porto Santo! À chegada, uma doce e quente onda de calor, qual afago de mulher amada, assaltou-me, até hoje! Do sucedido de então, até aos dias de hoje, guardo-o na memória; os sucessos, de hoje em diante, aqui ficam, para memória futura, da minha passagem pela Ilha!

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